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domingo, 5 de junho de 2011

Cecílios

Você se lembra do dia em que nos conhecemos? Eu, sinceramente, não. Engraçado como às vezes estamos desatentos no momento em que algo muito importante está prestes a acontecer em nossa vida, como o início de uma grande amizade. Sei que foi em 2005. Ou seja, foi só no ano em que fez 21 anos que você finalmente ganhou o apelido que ressalta o que talvez seja sua característica mais evidente, desde criancinha. 

Lembro que fazia pouco tempo que a gente se conhecia, mas eu já sentia que você seria uma grande parceira de aventuras. Comprovei isso quando liguei numa terça-feira à noite e perguntei: “E aí, vai fazer alguma hoje?”, e a sua resposta foi: “Não ia”.

Naquela noite, seu Peugeotzinho foi brutalmente atingido por um canteiro descontrolado. Quase nos afogamos numa tempestade torrencial, viramos piada pra polícia, sentimos medo de bandidos imaginários, tentamos inutilmente descobrir onde ficava o macaco e como o estepe saía debaixo do carro. Você respondeu à clássica pergunta: “Onde você está, minha filha?”, com a expressão imortalizada pela Lu: “Tokaoki”. Eu me preocupei: “Ci, a gente nem bebeu nada... Seus pais não vão pensar que você estava bêbada?”, e você me tranquilizou: “Não, eles sabem que eu sou retardada mesmo”.

Lembra daquele carnaval em que você me salvou do ataque do Monstro da Piscina? E de madrugada quando a gente tinha ataques de riso incontroláveis e tinha que ficar na sacada pra não acordar as pessoas do nosso quarto? E quando eu não aguentava mais ficar acordada, mas você ainda queria “só tomar um gole com a Adri”?

E quando eu ficava no bar da facul esperando você voltar depois de se livrar do Roço Mor, fingindo que ia pra casa? E aquela noite no “Aos Democratas”, tempos depois, quando uma bêbada desconhecida chegou na nossa roda perguntando: “Qual de vocês é a Ciça?” E então confirmamos que as aparências enganam, e descobrimos que o grande Roço acumulava o título de canalha também.

Houve também um carnaval em que você foi eleita a mulher mais elegante de Jurerê Internacional. Graças a isso, fomos convidadas para a festa dos ricaços e passeamos de Porshe. Tivemos ainda um momento mágico de prática de Yoga na grama em frente de casa. Sem a sua ajuda, eu jamais teria conseguido fazer a invertida sobre a cabeça e permanecer naquela posição por quase 3 segundos e meio.

E naquele outro carnaval, quando estávamos brigadas e fomos obrigadas a fazer as pazes porque todas as outras pessoas do mundo nos abandonaram? Graças a isso, pudemos curtir aquele showzaço do Tiesto e cantar juntas “In the dark”, e passar raiva juntas quando furtaram sua carteira.

Lembra daquele baile de máscaras que fomos praticamente só nós duas e mais um monte de homens lindos, porém todos gays? Naquela noite descobrimos que mais vale um homem feio na mão que dois lindos se beijando.

E quando finalmente tivemos a oportunidade de ser colegas de turma? Estudando para a prova da OAB no Luiz Carlos, reparando nos vícios de linguagem dos professores e depois não suportando mais ouvi-los? Quantos quilos engordamos matando aula de Tributário no Mc Donalds? 

E aquela noite fria na sua casa, quando alguém deu a ideia de pularmos na piscina aquecida com as placas de captação solar que, claro, funcionam super bem em dias nublados? Quem poderia ser a única pessoa que caiu nessa conversa, vestiu um biquíni seu (sério, como que a parte de cima coube???) e arrancou cinco bifes de cada perna fazendo uma depilação a seco com uma gilete velha que encontrou no seu banheiro?

Quando viramos colegas de trabalho, durante um tempo você me dava carona pra ir para o escritório. O café da manhã das campeãs? Marlboro Light no carro, atrasadas e em jejum. E à tarde uma de nós enviava o convite pelo sistema interno de mensagens: “Pigas?”. Em poucos minutos estávamos na Dalva. Muitas vezes, era o momento também de uma coxinha ou, no seu caso, um risóles de carne. Um bombom de morango, de sobremesa. Como eu sempre me preocupei com a forma física – cof – a minha coca era light. Você passava o resto da tarde se contorcendo de dor de estômago e, no dia seguinte: “Hum... Me vê um risóles e uma coca normal”.

A vida de advogadas nem sempre foi fácil. Talvez por isso tenhamos investido nosso talento em outras áreas, como a de dançarinas, compositoras e cantoras. Como dançarinas, fizemos relativo sucesso. Já na esfera musical, infelizmente, nosso single “Sou lá de Campo Largo da Roseira” não emplacou. Uma pena.

Lembra das maratonas de The OC? E aqueles jogos de adivinhar de que seriado era cada música? E a sua surpresa ao descobrir que o tema de abertura de CSI dizia “Who are you?” e não somente “uuuuuaaaiuuuuuuuuu-u-u-u-u”? Quantos momentos que vivemos nos lembraram automaticamente de episódios de Friends?

Uma coisa que parece ter mudado muito nesse nosso tempo de convivência é o tamanho de nossos estômagos. Hoje passamos mal com 3 pedaços de pizza. Lembra o quanto causávamos prejuízo nos rodízios? Deixávamos os garçons assustados e nossas calças quase estourando. E nos mexicanos? Não sobrava nem o aroma de sour cream quando pedíamos Ultimate Nachos. Lembra quando você resolveu morder aquela pimenta gigante que vinha de enfeite em cima? Todo o chope do Zapata não seria suficiente pra apagar o fogo.

E quando chegávamos ao Taj faltando 2 minutos pra acabar o horário do double drink e/ou da comida japonesa com 50% de desconto? A gente já sentava fazendo o pedido. “Não precisa trazer o cardápio, anota aí, rápido: um combinado para duas pessoas, uma porção de hot philadelphia, uma caipira de kiwi, uma de morango, uma de abacaxi, uma...” O garçom interrompia: “Moça, mas você sabe que vai vir duas de cada, né?” Eu já irritada: “Por que você não está anotando???”

Em diferentes épocas batemos cartão em diferentes lugares: no John Bull, na Pulse, no Yankee, no Taj, na Eon, na Lique, na Woods, no Crossroads... Numa noite que fomos ao Yankee, depois de uma quarta-feira difícil no escritório, resolvemos comprar uma garrafa de vodka só pra nós duas. Foram muitos carnavais, Feijucas, churras, esquentas na Lê, Barrocas, Hot Valentines, BVTs, chopadas, festas de aniversário, quartas Fischers, bailes de formatura e, finalmente, casamentos...

Um dia resolvemos voltar a ser colegas de classe e nos matriculamos no curso preparatório para o concurso da ABIN. Viva o Luiz Carlos de novo. Você deve ter ido pra aula só umas duas vezes. Numa delas, na hora do intervalo, apresentou-me para um amigo seu da época do colégio. Você estava distraída e não ouviu os sininhos tocarem. Sem sequer imaginar, você me apresentou naquele momento ao amor da minha vida.

Trocamos incontáveis confidências e, até hoje, considero você uma das melhores guardiãs para os meus segredos, assim como os seus ficarão comigo pra sempre. Passamos inúmeras horas elaborando teorias mirabolantes sobre o que mesmo? O comportamento masculino, o futuro da humanidade, o sentido da vida, fatos aleatórios, efeito borboleta e tudo ao mesmo tempo agora.

Num momento infeliz, uma divergência de opiniões acabou nos afastando. Minha noção de amizade e lealdade me impelia a me posicionar radicalmente contra qualquer coisa ou pessoa que fizesse você sofrer. A sua noção de amizade dizia que eu tinha que apoiar incondicionalmente qualquer escolha sua.

Hoje vejo que nosso problema era um daqueles que só se resolvem com o tempo e, claro, a maturidade que vem com ele. Eu precisei de tempo para perceber que, quando você me contava que alguém fez você sofrer, você não queria que eu a protegesse da maldade alheia – só precisava mesmo desabafar. Demorei pra entender que, enquanto eu condenava quem a feria, você sentia que era você mesma que eu estava condenando.

Você também precisou de tempo para entender que qualquer coisa que eu tenha feito ou dito jamais significou que eu não estivesse do seu lado: era apenas o meu jeito tosco de dizer que eu queria o melhor pra você. Como ainda quero.

Sim, nós somos um pouco lerdas pra entender as coisas. O importante é que conseguimos! Não tenho nem como descrever o quanto você me fez falta durante esse tempo em que estivemos distantes e o quanto faço questão da sua presença na minha vida. Espero que saiba e jamais duvide disso: você é uma das minhas pessoas preferidas no mundo, e eu nem gosto de muitas. Como diria Pink (aprendi com a Lê que pop music can be wise), pretty pretty please, if you ever ever feel like you're less than fuckin perfect... You're fuckin perfect.

A você, minha amiga linda, desejo apenas tudo de melhor. Ao mundo, que a sorte de ter você vivendo nele se prolongue por muito mais tempo que esses 27 anos de alegria.

♥

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Aos avulsos

Mais um 12 de junho se aproxima. Aos que acreditam que essa é mais uma data de estrito apelo comercial, informo que estão absolutamente certos. Em outros países, o equivalente ao nosso dia dos namorados é o 14 de fevereiro, dia de homenagem a São Valentim, que supostamente lutou contra as ordens de um imperador malvadão que havia proibido os casamentos na Idade Média.

O Valentine's Day coincide com a véspera das festas realizadas na Roma antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimônio, não a moça do filme) e de Pan (deus da natureza, não a rádio, nem os jogos). Uau, realmente surpreendente e raro que tenha surgido uma lenda sobre um santo católico milagroso e romântico justamente na data de um ritual pagão de fertilidade, não? Mas isso não vem ao caso.

Por falar em paganismo, no Brasil, o dia dos namorados foi ideia de um publicitário chamado João Dorio. A data foi escolhida por duas razões: a primeira é por ser véspera do dia de Santo Antônio, nosso popular casamenteiro. A segunda (e principal) é que o meio do ano costumava ser pobre para o comércio brasileiro. Do dia das mães (em maio) até o dia dos pais (em agosto), o povo não tinha nenhuma razão para movimentar a economia e demonstrar afeto através do consumismo desenfreado. Então coube aos nossos brilhantes publicitários popularizarem o conceito e transformarem a data em mais um momento de gastos obrigatórios.

Para quem está desacompanhado, essa época do ano é bastante propícia a depressão profunda, isolamento social, tentativas de suicídio, sensação de absoluta incompetência emocional e atitudes desesperadas. Destas últimas, destaco as mais comuns: telefonar para o(a) ex; dar uma chance a um(a) desconhecido(a) de perfil pouco promissor de alguma rede social na internet (Orkut, Facebook ou pior, ParPerfeito); cair em ciladas como encontros às escuras (seu amigo jura que você vai gostar da amiga super divertida da namorada dele, e ao chegar ao encontro você percebe que ele esqueceu de mencionar o bigode da moça); dentre outras.

Eu conheço várias pessoas maravilhosas que estão solteiras. Evidentemente, como todas as pessoas maravilhosas, essas também são bem humoradas, inteligentes, divertidas, lindas e super bem resolvidas. Mas eu sei bem como é chato estar só quando todo mundo parece ter achado a metade da laranja ou seja lá qual for a fruta do momento. Especialmente nessa época do ano, em que não há um único outdoor, comercial de TV ou estreia no cinema que poupe os solteiros da imagem de casais felizes e lindos (calma, gente, são só modelos, provavelmente eles nem se conheciam antes da sessão de fotos).

Se você, como meus maravilhosos amigos e amigas solteiros, está avulso nesse dia dos namorados, eu suplico: não se deixe levar pela amargura. Em primeiro lugar, repito o que você já está cansado de saber, mas eu sei que às vezes você ignora (been there, done that): estar acompanhado não é garantia de felicidade. Incontáveis casais continuam juntos após anos de agressões mútuas, sem proporcionar nada de bom um ao outro. Acredito mesmo que muitas pessoas sentem um prazer secreto em tornar miserável a vida de seu parceiro. O sentimento de posse torna inconcebível a ideia de deixar a pessoa ir embora e ser feliz. Pior ainda: ser feliz com outra pessoa.

Além disso, confie em mim quando eu digo que a facilidade para encontrar o par ideal é inversamente proporcional a quanto especial você é. Não, não estou falando isso pra encher sua bola. É sério! Pessoas superficiais, ordinárias, sem graça, simplórias encontram semelhantes com uma facilidade enorme. Óbvio, esse é o tipo mais abundante de ser humano.

Se você é uma pessoa decente, fiel a seus princípios, inteligente, bem educada, gentil, divertida, batalhadora e dona de mais uma série de predicados, já faz parte de um grupo bem mais seleto. Num mundão desse tamanho, nem sempre é fácil encontrar essa turma, toda espalhada.

Nem por isso você deve ceder à pressão das campanhas publicitárias, das suas tias e do universo todo que parece às vezes esfregar na sua cara que você é a única pessoa incapaz de arranjar alguém que preste. Não caia na tentação de afrouxar seus critérios pra encontrar alguém que se encaixe neles. Não vale a pena. Você merece mais.

Como eu disse aqui, depois de sofrer muito por ter deixado entrar na minha vida pessoas que nem de longe me mereciam, que não tinham sequer a capacidade de perceber o meu valor, decidi não mais  elastecer meus critérios ao ponto de deformar meus próprios sonhos. Algo me dizia que ainda encontraria alguém que não iria me desapontar. E eu estava quase completamente certa. Quase, porque encontrei alguém que não apenas se encaixa nos meus critérios, mas supera todas as minhas expectativas.

É essa sensação que eu desejo para todos os meus amigos e amigas maravilhosos e, ainda, solteiros.

Beijos!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Voo livre*

Eu não sei em que lugar do globo terrestre você, prezado leitor, encontra-se nesse momento. Segundo meu serviço de informações do blog, há acessos provenientes do Japão, de Angola, da Grécia, da França, da Espanha, da Rússia, de Portugal, dos Estados Unidos... Aqui no Brasil, tem gente de Curitiba, Brasília, Porto Alegre, Quatro Barras, Paulínia, Volta Redonda, Arapongas, Bauru, Belo Horizonte e outras cidades.

O que sei é que o dia de hoje amanheceu maravilhoso em Curitiba. Céu azul e limpo, o sol brilhando, as flores da minha casa e do meu jardim radiantes. Não posso deixar de imaginar que seja meu presente de aniversário, e sorrio agradecida para o universo.

Ontem recebi um comentário maravilhoso aqui no blog de uma pessoa que me é muito querida. Um ser especial, daqueles que, ainda que os caminhos da vida conduzam para outros rumos, continuam sempre em nosso coração. Como ela, mesmo de longe, teve a sensibilidade de interpretar com maestria como venho me sentindo, transcrevo aqui as palavras dela:

"Oki, minha amiga que já foi 'Okinsana' e agora realmente revela uma grande transformação nestas linhas que acabo de ler, cheias de inspiração! Estava eu aqui, entediada, cheia de coisas para fazer, mas querendo fazer nada e resolvi entrar no "quem no cosmos?", já que faz décadas que não tenho notícias suas e nem sei mais onde te achar. Fui então surpreendida com o seu novo blog, cheio de amor, de buscas e encontros, notícias felizes e amadurecimento. Nossa, fiquei até com lágrima nos olhos, sabia? Sei lá por qual motivo, o cosmos me presenteou com um grande carinho por você. Jamais vou esquecer das nossas conversas na cantina da faculdade, das risadas que demos e das experiências que trocamos. Tenho aqui que confessar que sempre achei que você se escondia atrás de uma figurinha ácida, com medo de ser magoada, por, na verdade, ser de outro sabor. E hoje, com muita, muita alegria (mesmo!) descubro que você se permitiu ser doce e está colhendo toda a maravilha de ser você. Ai, ai... que linda... Vou continuar te admirando, mesmo que de longe tá?! beijos saudosos". (Camila Garcia Bicalho Andreoli)

Se quando escrevi as linhas às quais a Cami se referiu, eu estava abrindo as asas, hoje estou em pleno voo. Sabe aqueles momentos na vida em que as coisas finalmente começam a fazer sentido? Em que você faz escolhas acertadas seguindo sua inteligência, sua intuição e sua experiência? Em que você começa a colher os frutos dos seus esforços e sente uma grande satisfação com essa colheita? E ainda assim, não perde a determinação para alcançar novas vitórias? Se não conhece essa sensação, torço intensamente para que a descubra logo.

Há um tempo aprendi a valorizar mais as coisas certas (para mim). Agora sei que o que realmente me faz feliz não são as conquistas padronizadas que a sociedade ensina como sinônimo de sucesso: posição social, bens materiais, altos salários, poder, fama, títulos acadêmicos.

Poucas pessoas sabem dar o devido valor aos progressos mais difíceis de se realizar: mudar um padrão de comportamento, abandonar um preconceito, quebrar um paradigma, livrar-se de um vício, aprender a respeitar a vida (a própria e a dos demais)... Há muitas pessoas doutoradas nas mais diversas áreas da ciência que são incapazes de um gesto de solidariedade, de carinho, de compreensão e mesmo de liberdade. A verdadeira liberdade de ser quem é, sem ter que atender aos desígnios impostos por um conjunto de regras - religiosas, sociais ou morais - que não fazem sentido, que não ressoam no âmago do ser.

O poeta romano Juvenal, em resposta à questão sobre o que as pessoas deveriam desejar da vida, escreveu*:

"Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são. Peça uma alma corajosa que careça do temor da morte, que ponha a longevidade em último lugar entre as bênçãos da natureza, que suporte qualquer tipo de labores, desconheça a ira, nada cobice e creia mais nos labores selvagens de Hércules do que nas satisfações, nos banquetes e camas de plumas de um rei oriental. Revelarei aquilo que podes dar a ti próprio: certamente, o único caminho de uma vida tranquila passa pela virtude".

Sit mens sana in corpore sano.

Hoje não sou mais "okinsana". Ok? Sana.

Feliz aniversário para mim!


* Essa é a primeira vez que escrevo a palavra "voo" conforme o novo acordo ortográfico (sem acento circunflexo no primeiro "o"), e devo dizer que isso é ainda mais horrível que "ideia" sem acento e "linguiça" sem trema.
* Tradução livre obtida na Wikipedia.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Diversão barata e almoço com amigas

Ontem, após o trabalho, eu e namorido nos encontramos num shopping para um programa que é uma boa dica para o pessoal que gosta de cinema e também de gastar pouco (sim, um grupo bem pequeno de pessoas gosta dessas duas coisas): segunda-feira o ingresso no UCI custa R$ 8,00, de modo que a meia entrada sai por meros R$ 4,00.

Se você não tem carteirinha de estudante nem está pensando em ingressar numa pós-graduação ou algo do gênero, ainda existe uma chance: caso você seja cliente do Itaú, também paga meia no UCI.

Já no Cinemark, são os cliente da Claro que recebem o desconto de 50%, basta se cadastrar no Claro Clube. Com o meu cartão do Claro Clube, posso comprar dois ingressos pagando meia (alguns clientes só podem comprar um). Não estou a fim de fazer propaganda (até porque o Itaú, a Claro, o UCI e o Cinemark, ingratos, não estão me pagando nada). A intenção é só dar uma dica que pode ser interessante. Eu mesma só descobri ontem que pagava meia por ter conta no Itaú.

Além disso, outros cinemas têm dias com preços especiais bem reduzidos. É sempre bom dar uma pesquisada para garantir um entretenimento baratinho, não?

Assistimos ao Sherlock Holmes do Guy Ritchie. Diversão do começo ao fim. Muita ação, ritmo intenso e, especialmente, muito humor na repaginação de Holmes. Robert Downey Jr. está totalmente à vontade interpretando o detetive ainda racional, dedutivo e lógico, porém porcalhão, preguiçoso e muito, mas muito sarcástico. Jude Law faz um Watson mais macho do que a noção que eu tinha do médico antes de Ritchie dar sua versão bem humorada.

Talvez a "crítica especializada" (who the f*ck they think they are?) discorde. Talvez pense que as modernices de Ritchie irritam, que o clássico personagem foi corrompido, que sobram efeitos especiais, que o gancho para a continuação foi arrogância, que blábláblá whyskas sachê. Como eu sou amadora e, em geral, adoto critérios mais emocionais do que técnicos, tenho a liberdade plena de dizer que gostei.

Mudando de assunto, hoje almocei no charmoso Jacobina com as queridíssimas Loira e Grace. Almoço com boas amigas é assim: gargalhadas garantidas ou seu dinheiro de volta. Desagradável é o expediente de trabalho, que espreme o curto tempo livre entre dois períodos longuíssimos de escravidão/tédio produtividade.

Assim, o almoço termina muito antes do assunto. Tudo bem, já deixamos reservados diversos tópicos para a pauta da próxima reunião, especialmente os que não forem previamente discutidos em correspondências virtuais quase diárias. Isso, é claro, sem contar as novidades que as moçoilas trarão do Carnaval em Salvador. Ai, ai, isso não vai prestar.

Beijos